Era uma manhã qualquer




Era uma manhã qualquer, o sol a acordou com seu brilho intenso, eram 9 da manhã quando ela olhou no celular, nenhuma mensagem ou ligação, sequer um sinal dele.
Levantou, olhou no espelho e se assustou com aquilo que viu em seu reflexo, nem ela se reconhecia mais, os cabelos maltratados, o sorriso era vazio quando aparecia, as olheiras eram bem fundas, a pele aparentava cansaço e os olhos pesados de mais uma noite passada de choro.

Foi ali naquele espelho que ela percebeu que não deveria deixar uma dor de um amor amargo a tornar irreconhecível  a si própria, foi ali que ela decidiu se tratar. Tratou de esvaziar o coração da magoa, perdoar o passado, ajeitou tudo aquilo que não era seu, o cabelo maltatado, o sorriso vazio, as olheiras, a pele e dos olhos pesados, se transformou, ela renasceu para si, renasceu para vida, ela tratou de viver.

Aquele barzinho que tantas vezes a convidaram, ela começou a frequentar. Aquela balada que ela deixou de ir por causa dele, agora ela foi por outro motivo, foi por si.

Algum tempo passou, era outro dia qualquer as 9 da manhã, seu celular vibrou, era ele dizendo que estava com saudades, que a queria de volta, que ela estava linda na noite passada, então ela sorriu mas não por ele ter voltado, mas por ela nem lembrar mais de sua existência, por ela já ter se tratado, por ela ter renascido pra si. E ela nem ao menos respondeu, do silencio a resposta: estou vivendo.



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