O que te faz lembrar infância?

Ao infinito e além!

Olha, se existe uma verdade nessa vida, é a de que eu fui uma criança muito feliz. E quando olho pra trás, vejo que tudo o que aconteceu durante a minha época de baixinha, me transformou em quem eu sou hoje. Um pouco maluquinha, talvez, mas íntegra em tudo que faço.


Durante muito tempo, fui a pechilinga da minha mãe. Não me perguntem o que isso significa, mas do jeito fofo que ela falava, eu me sentia sendo extremamente elogiada. Também já fui o "meu bicho" dela. Sim, eu era brava. Muito brava! Hahaha

Fora os apelidos, eu guardo também muitas lembranças. Sinto ainda o cheirinho de roupinha de bebê que senti quando carreguei meu caçula (por parte de mãe) aos seis anos. Eu não lembro de ter pedido ele a Papai do Céu, e minha mãe jura que uma vez disse que antes dele nascer eu tinha sido feliz (sim, eu já era dramática! rs), mas a impressão que eu tenho é a de que ele foi o meu maior presente. Esse cheirinho eu ainda guardo na caixinha das memórias.

Também guardo, com um carinho muito especial, a casa que ainda habito quando durmo, nos meus sonhos. Era a casa do meu avô paterno, o vô Bino. Foi a minha primeira casa (ela não existe mais). Daquelas que tinha escada, que tinha quarto cor-de-rosa com banheiro cor-de-rosa, que tinha móveis portugueses e uma biblioteca fascinante, que tinha ainda todo o jeitinho da minha vovó Márcia que tão cedo nos deixou, que tinha flor dentro do copinho d'água em homenagem à ela, que tinha passagem secreta de um banheiro ao outro, que tinha rede para balançar, que tinha fantasias da vovó que eu usava para brincar de teatrinho, que tinha uma mágica que talvez só eu enxergasse. Eu aprendi com meu avô a gostar de chá preto, a gostar de música clássica e sou pra sempre a sua "Kelinha".

Nessa caixinha, estão também todas as Barbies que tive (e seus aparatos), as bonecas (ai de quem chamasse de bonecas, eram FILHAS), os ursinhos de pelúcia, todos os livrinhos que amava ler ("Sapo vira rei vira sapo", "Ecologia é coisa de duende", entre outros), as brincadeiras com meu irmão, as fitas de áudio dos nosso fictícios programas de rádio, os concursos de canto e dança... Eu brinquei muito! Com 12 anos tinha um Clube da Barbie na escola. Com 15 ainda tinha as Barbies e me via muitas vezes sentada no chão do quarto penteando seus cabelos. Eu vivi cada fase de forma saudável. Isso me fez um bem danado!

Ah! Não posso esquecer de lembrar de todos os cartões, cartinhas, textos, histórias, poemas, livros, e afins, que escrevi durante a época de infância e juventude. Ora vejam, me tornei jornalista! Nada é por acaso...

Viajei muito com meus primos, li Harry Potter antes de se tornar filme, joguei Mário Kart no Nitendo 68, assisti todos os animes japoneses da época (Tenchi Muyo!), fui uma aluna que gostava de ir à aula, tive um lar decente e cheio de amor. Desde cedo gostava de cuidar da casa, de ajudar minha mãe com meu irmão. Hoje sou uma mulher independente, que pode morar em qualquer canto desse mundo sozinha. Responsabilidades fazem bem, muito bem!

Lembrar de leveza e criatividade me faz pensar em infância. Foi desse jeitinho que fui criada, que fui me criando. Que fui chorando e aprendendo a sorrir. Que caí e aprendi que não se deve confiar em qualquer pessoa. Que aprendi a perdoar, porque cada um é de um jeito e - sabedoria de Dona Marta - cada cabeça é um mundo. Eu não tive luxo, tive afago. Tive o que comer e um livro para aprender. Tive muito mais que tanta gente vazia de tanto ganhar presentes tem. E essa menina, de dentinho de coelho e olhinho muito azul, ainda mora em mim. E toda vez que o mundo (ou um cara sem eira nem beira) me diz que eu não tenho valor, eu trago essa menina à tona e relembro cada momento incrível que vivi sendo ela. Ah! Por favor - eu penso - eu fui dona de um reino! Meus tesouros são maiores. Xô daqui!


E nesse clima gostoso de brigadeiro e contos de fada, convido vocês, leitores (as) do 1QC, à ler o que faz lembrar infância, que cada uma de nossas blogueiras escreveu aqui embaixo, ao som da nossa eterna Rainha dos Baixinhos. Vamos conferir? Aperte o play!





Que fofa!
Juliana Fontenele: Rolar na grama me faz lembrar muito minha infância”.

Uma mini sereia!
Ivana Nunes : “Infância me lembra barulho de chuva, música calminha, tinta, cores, desenhos, monstros embaixo da cama, na prateleira, nos livros. Me lembra brisa leve, coração acelerado, gargalhada bonita, dia ensolarado, cosquinhas, rosquinha da vovó, beliscão de primo, abraço de mãe. Bicicleta como avião, tombos, arranhões no joelho, sorriso sem dente, dor de barriga, café quentinho, desenho animado, Scooby Doo e Salsicha. Pitanga, nave espacial, vôlei aos domingos, circo e palhaços. Medo de escuro, de ficar sozinha, de gente grande ser. Viver sem carregar pesos, sonho nas tardes de domingo, poucas responsabilidades ter, sonhador ser,coração puro carregar e ingenuidade ao sorrir. Infância é a fase mais bonita que vamos viver, quando não deixamos que nenhum mal habite o nosso ser. Que nesse dia tão especial, que quem é adulto por alguns segundos, criança volte a ser, recorde suas lembranças, reviva as suas memórias, e pras crianças, que seja mais um dia feliz, que toda criança merece ter”.

Charminho pra comer!


Mari Guimarães: “Infância me faz lembrar sonhos. Desde pequena sempre fui muito sonhadora e ambiciosa. Me lembra também colo de vó!

Cara de sapeca!
Sara Bittar: “Essa foto está no porta retrato ao lado de minha cama, ou seja a primeira "pessoa" que vejo assim que acordo é eu mesma. Gosto disso. Me faz pensar - "Será que o que sou hoje, faria a minha criança interior feliz?". E nisso eu logo lembro. Preciso amar na inocência de uma criança, amar as coisas pelo o que és, e não pelo que pode dar. É isso que minha infância me lembra (ensina): a essência de amar.”

Pode apertar essas bochechinhas?
Karoolline Silva: “Brincadeiras "antigas" como pique-pega, soltar pipa (papagaio), subir em árvore, lembram a minha infância, pois minha infância foi pé no chão, bem coisa de interior.”

E essa roupa fashion?
Camilla Bragança: “O que me faz lembrar a infância ? Minha cidade natal, Petrópolis. Toda vez que vou a minha querida cidade, caminho pela cidade sentindo todas aquelas sensações gostosas no peito!”

Sorriso de quem aprontou!
Deyze Kelly: “Gibi. Quando eu era criança, vivia na biblioteca lendo muitos gibis e livros infantis. Adoro!”

Onde compra uma igual?
Ingrid Cintra: “Infância tem gargalhada que faz música pros ouvidos. Tem pessoas que queremos a eternidade ao lado.”

Já era modelo!
Aleizy Barati: "Presente me faz lembrar da minha infância porque eu sempre ficava cheia de presentes. Saudades!"

Lindinha de vestido!
Nahuara Moraes: "Infância me lembra shampoo do Snoopy, pega-pega e bolacha Trakinas. Ah, saudades!" 



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