Texto no Superela: Sobre amar novamente

Oi gente!

Vim contar uma novidade super legal! Agora sou colunista no site Superela, vocês já conhecem? Ele é voltado para o público feminino, com o foco em listas e dicas. O meu texto da semana foi esse...



Hoje completam-se exatamente dois anos que terminamos. Antigamente eu dizia com todas as letras que desistiria do amor, talvez até viraria freira ou me envolveria em alguma coisa que não mexesse com sentimentos e nunca mais seria a mesma. Em partes isso é verdade, eu não sou mais aquela mulher insegura e tímida que conheceu, mas não pude deixar para trás aquela minha parte que acredita com todas as forças que o amor é a resposta para todas as perguntas.

Os primeiros meses depois da separação foram os piores, como era de se esperar. Sair da cama era sacrifício, me alimentava pouco, nossa música tocava no replay e meus pais me visitaram diversas vezes com a tentativa fracassada de me distrair e deixar melhor. Meus irmãos também passavam por aqui e traziam alguns filmes de terror para que eu tirasse do foco o nosso romance. Faziam questão de assisti-los comigo e seguravam a minha mão quando eu queria tampar os olhos de medo. Hoje eu os agradeço muito por isso, a companhia deles só mostrou diariamente onde eu encontraria amor verdadeiro e sustento para me reerguer.

Eu sempre achei que não conseguiria sair dessa. Que ficaria nesse luto de amor recém acabado e afundado por muito tempo ou o resto da vida. Eu só sabia olhar toda aquela situação de um ângulo que refletia apenas sofrimento e solidão. Até que, numa dessas tentativas dos meus pais, eu fui arrastada para um jantar em família e voltei a sorrir. Simples assim. Eu voltei a sorrir quando vi o olhar satisfeito do meu avô de me ver sentada ao seu lado na mesa. Eu voltei a sorrir quando a minha cachorrinha veio correndo ao meu encontro e lambeu meu pé sem parar até que eu a pegasse no colo. Foi um sorriso sincero que eu deixei escapar sem perceber, é aquele sorriso que a gente dá quando encontra felicidade em horinhas de descuido.

Eu notei que a minha mãe olhou um pouco assustada para mim quando ouviu, depois de muito tempo, a minha pequena e tímida gargalhada depois da piada do meu pai. Eu não me importei, continuei e não parei até hoje. Foi nesse dia que eu finalmente percebi que as coisas não precisavam continuar do jeito que estavam. O que eu vivia não era o fim do mundo. O mundo estava lá fora e acontecia mesmo comigo dentro de um quarto com todas as cortinas fechadas e lágrimas no travesseiro.

(...) 

Leia-o completo aqui: Sobre amar novamente.

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