Saudade



Hoje eu vim falar sobre saudade. Mais cedo eu estive na casa dos meus pais. Quando me casei, mudei de cidade e fiquei longe de tudo que eu estava acostumada. Não foi fácil aprender a lidar com isso tudo, mas tá dando certo, rs. De vez em quando dou aquelas recaídas, com saudade da minha antiga casa, dos amigos, das coisas... Enfim.

Fui na garagem e revirei tudo. Estava procurando duas coisas em especial: VHS (sim, sou dessa época) de "O Rei Leão II: O Reino de Simba" e o VHS de "A Dama e o Vagabundo II: As aventuras de Banzé". O motivo é que estou participando de um projeto fotográfico e em outubro o tema é infância.

Eu quis pegar todos os objetos que me lembrassem dessa época. Fiquei noites aqui em casa, pensando se essas fitas ainda existiam e me lembrando que, quando criança, assistia todos os dias, várias vezes. Quando acabava, eu rebobinava e assistia de novo. Foi assim que aprendi todas as falas e músicas, haha!

Pra minha felicidade não só encontrei os dois filmes, mas todos os filmes que eu assistia com meus pais e minha irmã. De "A arca de Noé", passando por "O gordo e o magro", "O último dos Moicanos"... achei todos. Empoeirados, mas achei. Não pude evitar sentir aquele apertinho no peito, aquela vontade de querer voltar no tempo, de fechar os olhos e imaginar que estou naquele sofá quadriculado, com um pratinho de batatas fritas assistindo meus desenhos preferidos, na TV Cruj!

Também encontrei álbuns antigos repletos de fotografias da infância. Minhas primeiras fotos, meus primeiros passos, minha primeira "tia" da escola, meu primeiro cãozinho (saudoso Bingo), a primeira viagem com os amigos da escola, ai, tanta coisa! Eu ria, o coração apertava e eu chorava por dentro. Era saudade! Nossa, era saudade! Como diz Alexandre Pires: "Eu nunca imaginei sentir tanta saudade". Logo lembrei do trecho de uma música que gosto muito.


"Saudade veio sem se convidar, veio sem pedir licença/ Fez chorar quando um sorriso meu parecia tão seguro/ Não conhece a diferença entre o rico e o pobre/ Ela vem pra qualquer um que saiba amar/ Não é dor que se aprenda a lidar/ Tem sempre a mesma força, o mesmo jeito de me machucar".
Apesar da saudade, de saber - e lamentar - não poder voltar no tempo, eu sinto que vivi da melhor forma possível e a prova disso é essa saudade que veio me atormentar. Eu espero, um dia, poder dar aos meus filhos um ambiente agradável para a infância deles, que eles também sintam saudades quando olharem pra trás, que lembrem que o melhor aconchego é a casa dos pais. Hoje eu consigo ver isso.
Talvez você esteja louco pra sair de casa, talvez não veja a hora disso acontecer. Por experiência, eu digo: vá com calma, amigo. Aproveita a sua família e deixa as coisas irem acontecendo aos pouquinhos, "devagar, devagarinho".

Agora me diz: De que/quem você sente saudade?
Ah, escuta aqui a música que mencionei acima:

Mais sobre mim: Eu Rabisco

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