Uma xícara para dois


É engraçado, mas eu comparo muito você aos momentos que paro minha rotina para tomar um bom café.

A princípio, pelo fato dele ser bom, já consigo dizer que parece contigo. Porque é bom estar com você. Ou receber suas mensagens no WhatsApp de manhã, perguntando se eu dormi bem ou respondendo algo que você não viu na noite passada (porque você dorme cedo e eu amo a madrugada).

Gosto da forma como você está presente mesmo distante. Que nem o cheirinho que fica mesmo depois da xícara acabar. Paira sobre meu dia de um jeito muito aconchegante, mas torço para que as pontes sejam diminuídas. Para que você possa de alguma forma conseguir me dar bom dia de manhã. Ao vivo.

Tem dias que o café está amargo. Tipo aquele que compro na lanchonete ao lado do meu trabalho. Tenho certeza que existirão dias em que você vai estar assim também. Sabe, eu não espero que você seja sempre doce, seria um saco! Seja sempre você.

Gosto da forma displicente e ao mesmo tempo segura que você é. Meio como aqueles cafés com canela, que não parecem café, mas são. Gosto de saber que você tem gosto de aventura.

Assim como o café, preciso de um tempo no meu dia pra pensar em você. Muitas vezes nesse momento seguro uma xícara com desenhos divertidos e folheio algum livro sobre amor e outras coisas assim. Preciso de um tempo no dia para pensar em você. Se faço isso no trabalho, certeza de perder a atenção ao meu redor. Penso em você em lugares seguros, para não correr o risco de tropeçar. Penso em você de noite, mesmo que de noite cafeína me faria ficar acordada. É que não me acostumei ainda - pois é - aos cafés e ao que sinto por você.

Mas eu vou descobrindo, em cada nova xícara, e mensagens suas, o quão gostoso isso pode ser. E se tirar um dia ou outro meu sono - tudo bem - a cafeína disso tudo valerá muito a pena. Eu sei.

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