Um infinito de palavras



Hoje era para ser mais um dia comum até eu descobrir que era dia nacional do escritor. E claro, como uma aspirante a escritora não poderia deixar de escrever o que sinto sobre isso. Nunca me imaginei sendo uma grande escritora, tendo um livro publicado e tal. Esse nunca foi o meu sonho de infância. Mas confesso que sempre amei a escrita e sempre tirava dez nas minhas redações. De uns tempos pra cá, tenho criado paixão por ela, passo horas lendo um livro e me pego envolvida folheando textos sobre os temas da vida real.

Meus textos não são super conhecidos, devem ter alguns erros gramaticais e alguns dizem que copio textos alheios, mas apesar de tudo isso não pretendo parar de escrever tão cedo, não pretendo guardar isso dentro de mim. Não escrevo para ganhar fama ou dinheiro, nem tão pretendo seguir carreira. Escrevo para por pra fora coisas aqui de dentro que não consigo dizer em palavras, talvez só consiga assim, escrevendo.

Há tanta confusão aqui dentro, há tantas perguntas, tantas respostas e talvez por isso meus textos pareçam ser tão confusos assim. Bom, eles são como a dona, confusa. Mas tente apreciá-los como você aprecia um bebê aprendendo a andar, você sabe que ele vai cair, sabe que vai cambalear, mas que não pode pará-lo se não nunca vai aprender a dar finalmente os primeiros passos. Estou nos primeiros passos e sei que a caminhada é longa.

Acredite que a cada elogio, cada comentário é maravilhoso. Ler e ouvir que de alguma forma você se identificou com o que eu escrevi é tão empolgante é tão recompensador. Mesmo não querendo recompensa, mesmo não buscando nada em troca. É tão boa a sensação de alcançar você aí onde você está com minhas ideias, minhas histórias, quem eu sou. Porque os textos são feitos de mim, são feitos dos erros da Larissa, do passado da Larissa, das maluquices da Larissa. Por isso hoje escrevo sobre algo, e talvez amanhã eu fale sobre o mesmo tema de maneira tão diferente. Pois eu sou assim, essa metamorfose ambulante.

Talvez eu nunca venha a ter um texto publicado numa coluna ou elogiado por um grande escritor (apesar disso já acontecer algumas vezes), talvez isso nunca passe de uma pasta salva no computador expressando coisas que sinto, verdades que precisam ser ditas e histórias que amo viver e contar. Mas mesmo que isso aconteça, não deixarei de explorar esse dom que alguém lá em cima resolve me afortunar. Um dos poucos que tenho, visto que nem cozinhar eu sei, preciso ser boa em algo poxa, que seja em escrever, que seja em partilhar histórias, que seja em imaginar vidas para as pessoas que cruzo por aí. Que seja, mas que seja sempre assim, com simplicidade, com os erros, porque até mesmo os grandes escritores que me inspiram tanto, um dia começaram dessa forma, escrevendo rascunhos num bloco de notas, sonhando. E sonhar, bom eu sei ser boa nisso.

Feliz dia do escritor para todos que rabiscam folhas com sentimentos sinceros. Para mim esses são os melhores. Não deixe de partilhar o que você escreve, que mesmo que lhe pareça loucura, acredite, o que é loucura para você pode ser a luz que alguém precisava encontrar.

*fonte da imagem

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