Amor nunca foi tempestade


Já aceitei, algumas vezes, que amores entrassem em minha vida como uma tempestade. Ela vinha, cheia de relâmpagos e trovões, prometendo ventos que nos levariam ao futuro bom e chuvas que regariam nossos corações nos momentos áridos do relacionamento. Mas tempestades não duram para sempre. 

Eu gostaria de dizer para você que eu descobri uma coisa: amor é calmaria. Sim! Amor é simples, não chega anunciando. Ele é como uma folha que cai da árvore e pousa ao seu lado, nos dias de outono, e quando você se dá conta, lá está ela. E você se pergunta por que nunca antes havia notado o quanto é bonita essa folha que esteve, durante muito tempo, grudadinha na árvore do seu quintal. Amor é isso. É folha que o vento trouxe. 

Amor não é fogo, mas uma onda gostosa que vem do mar ao final da tarde. Molha seus pés e te traz aquela velha sensação de que sempre foi isso que você quis sentir. Como é bom “(a)mar”. Verbo que cabe o oceano inteiro dentro. Que faz você navegar mais corajoso ou corajosa sobre a vida. 

Descobri que não precisa ser repleto de cenas de ciúme, porque amor não é posse. Aprenda uma coisa: você jamais será dono ou dona de ninguém, nem mesmo dos seus filhos. Aquele velho ditado que ensina a gente a cuidar do jardim para que as borboletas sintam-se animadas a voar sobre nossas flores, ele é verdadeiro. Amor é borboleta que voa, mas volta. 

Aquele olhar que acalma. Aquela briga que ajeita os pontos nos “is”. Amor é querer que os pontos dos “is” sejam corações, como na época da escola. Não tenha medo dessa paz. 

Já aceitei tempestades em minha vida disfarçadas de tempo bom, mas elas se foram. E deixaram, talvez, alguma marca, mas todas elas têm sido apagadas. Quando a gente enxerga que merece calmaria, as feridas vão cicatrizando. E, como uma folha que cai da árvore e pousa do seu lado, o amor verdadeiro - aquele que traz brilho e paz para sua vida - ele chega. Pode apostar.


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