Carta para o meu eu do passado


Que tal ler ao som de "Living in the moment - Jason Mraz"?

Querido eu do passado,

Passamos por poucas e boas, não é mesmo?
Eu realmente jamais iria imaginar que fôssemos ser tão fortes e persistentes! Você já chegou a parar, sentar e analisar todos os detalhes de tudo o que você já fez?

Imaginou que seria tão complicado? Que teria que sacrificar muitas coisas pelo bem de outras? Que iria se decepcionar tanto no meio do caminho? Que fosse perder tantas lágrimas e sentir tanta dor?

Tudo bem! Concordo que não foi só isso, mas é normal do ser humano! Nós enxergamos mais aquilo que faz uma bagunça maior na nossa vida, pode ser bom ou não. E parando para analisar, o que teve de momento ruim que a gente passou para chegar aonde estamos agora... dá um livro enorme!

Lembra de todos os idiotas que passaram pela nossa vida? Aqueles namorados imbecis, aqueles amigos sanguessugas, aquelas colegas de trabalho que usavam a gente como escada para subir no emprego e todas as decepções e expectativas frustradas de toda uma vida!

Ah, essa mania de criar expectativa! A gente demorou, mas aprendemos a lição! Hoje, a gente fica feliz com uma novidade, mas não se empolga tanto. A gente deixa acontecer e vai vendo os detalhes aparecerem sem pressa, sem ansiedade!

Aquelas noites em claro chorando desesperadamente por um babaca que fez alguma idiotice com a gente, fizeram a gente sentar e colocar tudo numa lista (mania que temos até hoje). Enxergar qual era o nosso erro e qual era o erro de quem estava com a gente! 

Somos mais fortes por causa disso, aguentamos mais firme uma porrada ou uma decepção que algum trouxa nos entregou. A gente consegue dar valor aos nossos detalhes que preferíamos não enxergar para poder vangloriar o detalhe de quem estava do nosso lado!

Todas as vezes que perdíamos qualquer oportunidade, independente de qual seja, para poder fazer o “outro feliz” e deixar nossas vontades de lado, nos fizeram perceber que merecemos (talvez até mais do que eles) tudo o que a vida nos oferece.

Pelas supostas amizades, que nos esfaqueavam pelas costas e causavam discórdia. Pra que isso, não é? Tem gente que não aprendeu até hoje! E essas pessoas não tem mais nada de nós!

Hoje a gente dá valor a alguém que critique tendo um bom argumento, que reclame sabendo que vai fazer para melhorar e que nos empurre, mas para nos proteger da facada que poderemos receber.

Hoje eu preciso te agradecer, querido eu do passado! Se não fosse e toda essa dedicação, determinação, força de vontade e persistência ... o que seria de nós?

Lembra daquele emprego dos sonhos, na empresa dos sonhos? Naquela sala grande e branca, com janelas gigantescas que dão para uma rua arborizada e movimentada, com aquela mesa de madeira rústica, o computador de alta tecnologia, todos os bloquinhos de anotações que você ganhava das suas melhores amigas, com um porta retrato vermelho mostrando a foto de sua família, a poltrona azul marinho, com aqueles quadros motivacionais que você viu no filme “A Culpa é das Estrelas” e disse que teria vários iguais àqueles? Lembra disso tudo? Lembra desse sonho tão detalhado?

Pois é! Você conseguiu! E fez melhor! Essa sala tem mais do que você sonhava, mais do que você imaginava ter quando começou sua faculdade! Tem bem mais do que aquela sua mesa pequena e redonda, no canto da sala, do seu 1º estágio!

Por isso que decidi te enviar essa carta! Para te provar que todo esse esforço e luta diária que você enfrenta, todas as noites em claro estudando, por todas as festas que você não foi para se dedicar e por todo o mal que te fizeram, valeu a pena! Apesar das circunstâncias, hoje você é exatamente o que sempre quis!

Olha, parabéns!

 *Este post faz parte do 1 Quarto de Café em cartas. Para saber mais clique aqui.

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