Alguns corações batem. E o nosso, escreve!


Hoje é dia 25 de julho, considerado o dia do escritor. Hoje é seu dia. Então, enrole um pouco mais na cama, espreguice mesmo enrolado nas cobertas e saiba o que eu sei: você é incrível. Você com toda sua imensidão consegue fazer algo que nem todo mundo tem o dom, você transforma em palavras todo o turbilhão de sentimentos que guardamos e muitas vezes nem sabemos que sentimos. Passa por cima de suas dores para colocá-las no papel e leva abraço em forma de letras para aqueles que não conseguimos alcançar. Interpreta pequenos acontecimentos diários e transforma em lições de vida. 

Esse texto é pra você que escreve. Esse texto é pra você que ainda não tem livros publicados (notou que eu disse “ainda”?). Esse texto é pra você que não tem vontade de publicar livros, mas ama lançar suas palavras para quem estiver por perto para conquistar a amizade. Esse texto é pra minha mãe que faz as melhores listas de supermercado, os melhores bilhetinhos de geladeira e posts de aniversário. É pra você que não se considera um escritor, só porque não tem um livro seu na Saraiva. Mas, você não escreve? Então você é escritor. Sorria! Hoje é o seu dia. Hoje é o nosso dia. 

Eu sei que não é fácil. Escrever não é só sentar numa cadeira e deixar que os dedos batam nas teclas do computador. Escrever é como tocar piano. Você não pode sair apertando qualquer tecla, porque isso não é fazer música. A gente tem uma ordem a seguir. Seja de sentimentos, pensamentos ou resiliência. As palavras precisam fazer sentido, assim como as notas de uma partitura. Elas precisam ser sentidas por quem lê. 

Escrever é tirar do coração tudo aquilo que a boca não dá conta, é remexer em toda bagunça que não queremos arrumar, é colocar pra fora histórias que nunca contamos e que talvez nunca serão lidas. É refúgio para dizer tudo aquilo que deveria ter dito, mas que só resolveu sair em um rascunho qualquer. É saber que nem sempre tudo que está guardado vai conseguir se ajeitar no papel e que também é preciso se recolher nos momentos de bloqueio. É lutar contra a vontade de desistir quase todo dia e ainda assim entender que é preciso ser lagarta para só depois virar borboleta. 

* Esse texto é a minha singela homenagem a todos os colunistas do blog 1 Quarto de Café. É em vocês que tiro minhas forças para continuar firme nessa caminhada. É nas nossas conversas que me encontro, que recebo apoio, carinho e afago mesmo à distância. Obrigada por terem entrado na minha vida. Já não sou mais eu sem vocês.

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